documentação sobre a detenção em Moçambique 2009 (viagem de gifting)

Em 2009, eu e mais três pessoas fomos detidos em Moçambique pelo ‘crime’ de fazer gifting de orgonite. Fomos libertados quase 2 meses depois porque obviamente não havia crime nenhum. Pensamos que terá sido uma tentativa de nos punir e também um aviso para outros que queiram fazer esta actividade. Saiu-lhes o tiro pela culatra, claro – a exposição do caso nos media revelou a figura ridícula que estavam a fazer e o movimento de gifting tem crescido desde o início. Este caso pode até ter ajudado algumas pessoas a conhecer a orgonite e o gifting e a iniciar-se neste caminho.

Aqui estão os documentos oficiais relativos à detenção para que as pessoas constatem a mesquinhez e ridículo a que chegam os parasitas corporativos (não tenham dúvidas de que neste momento a maior parte dos governos por esse mundo fora, desde o nível local ao supra-nacional, estão constituídos como uma qualquer empresa).

Os documentos são a acusação de 8 páginas da Procuradoria Provincial de Moçambique e o cartão rosa que todos na prisão conheciam como o almejado sinal de liberdade. As identidades das pessoas que participaram na viagem já são bem conhecidas com uma simples pesquisa na internet por isso não me parece que haja mal em as publicar, mas se algum deles assim o quiser eu retiro os seus detalhes dos documentos aqui expostos. Acho que os nomes dos nossos pais e os números os nossos passaportes, não tendo chegado ainda a público podem continuar assim como estão.

Quero referir que, à excepção do Governo e em particular do Ministério da Justiça, fomos muito bem recebidos em Moçambique, incluindo pelos outros detidos e pelos presos das duas prisões. Isto apesar de ter havido alguma tensão ao início, provocado por notícias dadas pela rádio em que nos acusavam de querermos destruir a barragem. Tudo passou muito rapidamente assim que viram como éramos inofensivos. Fomos bem tratados também pelos funcionários prisionais.

Eles eram terríveis com os nomes. No cartão rosa (ressalva) estão mencionados os nomes dos meus pais, só que tão assassinados estão os nomes que nem me dou ao trabalho de passar o marcador preto.

E também não me chamo Manuel mas isso dos nomes era a coisa menos importante dos nosso problemas na altura 😛

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